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Harry Winston Opus – uma década de relógios de excelência

História
Harry Winston Opus

O projecto Opus – “obra”, em latim – foi lançado em 2001 por Harry Winston, e seu objectivo pode ser resumido a uma só palavra: excelência. O conceito é simples: criar anualmente um relógio em parceria com um mestre relojoeiro de renome, de forma a fazer nascer um relógio que incorpore simultaneamente o espírito da marca Harry Winston com o cunho e brilhantismo pessoal do mestre que lhe dá origem. Este ano foi apresentado o décimo relógio Opus que, mais do que uma colecção, é um verdadeiro hino à arte de fazer relógios. Venha connosco relembrar estes 10 magníficos relógios.

Opus 1

Desenvolvido com o mestre François-Paul Journe, célebre pela F.P.Journe, a primeira obra produziu três modelos excepcionais: Opus One 5 Days Automatic, Opus One Resonance Chronometer e Opus One Tourbillon. Cada um dos modelos foi lançado em 2001 numa edição limitada a 6 exemplares, cada um deles único.

Opus 2

Criado em parceria com Antoine Preziuso, destaca a beleza única do funcionamento daquela que é a complicação mais célebre e simultaneamente mais respeitada: o turbilhão. Em duas versões, uma com um calendário perpétuo, e outra decorada com diamantes, são ambas limitadas a 11 exemplares cada..

Opus 3

Vianney Halter trouxe a primeira alteração radical no visual dos relógios Harry Winston e introduziu a necessidade de explicação para que se possa perceber como ler o tempo. O mostrador exibe seis pequenas aberturas, cada uma delas com um número em cores diferentes: a azul são exibidas as horas; a preto, os minutos; e a vermelho, ao alto, a data. Como será fácil de compreender, o movimento necessário para esta incrível e original forma de indicar as horas é todo ele um símbolo do arrojo, da criatividade e da experiência. A edição foi limitada a 55 exemplares: 25 em ouro rosa, 25 em platina, e 5 em platina decorada com diamantes.

Opus 4

Com uma caixa inspirada na famosa colecção Premium, as semelhanças com a colecção mais famosa de Harry Winston ficam-se por aqui. Christophe Claret desenvolveu um relógio reversível com duplo mostrador, um deles com uma face mais técnica, exibindo de forma esqueletizada um turbilhão e repetição de minutos, e a outra face mais tradicional, com calendário lunar e data no perímetro exterior. Foi lançado em 2004 numa edição limitada a 20 exemplares.

Opus V

Félix Baumgartner foi o co-autor da quinta obra, que introduziu duas estreias mundiais: o sistema tridimensional de apresentação das horas (que se viria a celebrizar nos relógios Urwerk, empresa de que é co-fundador); e também uma complicação original no verso, que indica a altura em que o dono do Opus V deverá levar o seu relógio a uma inspecção de manutenção (ao fim de cada período de 5 anos). Este relógio foi limitado a 100 exemplares.

Opus 6

O visual da sexta criação da saga Opus denuncia os seus criadores: Robert Greubel e Stephen Forsey. As suas características técnicas remetem também para os relógios Greubel Forsey, estando presente o já famoso turbilhão inclinado em 30 graus. Para um efeito ainda mais mágico, os restantes componentes do movimento estão escondidos do lado direito, deixando apenas ver o que é útil e belo. Tratou-se da mais limitada edição até à data, com apenas seis exemplares.

Opus 7

Inspirado na arte nova, Andreas Strehler transmitiu a sua visão à sétima obra, resultando numa ponte esculpida em curvas e cores que preenchem o mostrador estático. Sem ponteiros, as horas e os minutos são indicados através de um disco que, surpreendentemente, é estático: será necessário pressionar o botão na coroa para alinhar o disco com o indicador posicionado às 10 horas, para que se possa saber o tempo: uma vez para indicar as horas; duas para os minutos, e três para a reserva de marcha. A edição foi limitada a 50 exemplares.

Opus 8

E ao oitavo ano, a arte digital chegou ao mundo Opus. Frédéric Garinaud criou um dos mais peculiares modelos de toda a saga, com um movimento mecânico de corda manual a manifestar-se num mostrador digital, que se exibe quando é accionada a alavanca lateral. Tal como a criação anterior, é também limitado a 50 exemplares.

Opus 9

Por esta altura, já deverá ser fácil de ver que os relógios Opus não primam pelo tradicionalismo em muitos aspectos, e um deles é a forma de apresentação das horas. A nona obra, criada em parceria com Jean Marc Wederrecht e Eric Giroud, dá seguimento a este princípio, incorporando ao mesmo tempo um dos mais característicos elementos da identidade Harry Winston: os diamantes. É esta peça preciosa que é utilizada nas correntes que indicam horas e minutos, num movimento que funde, de uma forma talvez mais funcional que nunca, a relojoaria com a joalharia. Foi, juntamente com o Opus X, a edição mais “disponível”, com a criação de 100 exemplares. Falámos dela mais ao pormenor aqui.

Opus X

Dez anos de criações fantásticas elevaram a fasquia e aumentaram a pressão do desafio com que se deparou Jean-François Mojon. Mas o Opus X não se deixa intimidar e cumpre com excelência o seu objectivo. Um relógio fantástico, todo ele baseado no movimento, e altamente funcional. Ainda recentemente lhe falámos dele, na nossa compilação dos mais originais relógios de 2010.

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