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Jaeger-LeCoultre: relógios com história

História
Logo Jaeger-LeCoultre

A marca de relógios Jaeger-LeCoultre foi criada em 1833, na vila de Le Sentier, no Vale de Joux na Suíça. Foi neste ano que o inventor Antoine LeCoultre montou a sua oficina relojoeira e começou a desenvolver os seus primeiros projetos. Hoje, a Jaeger-LeCoultre é conhecida por possuir a melhor união entre inovação e estilo, além de ser responsável pela criação dos mecanismos mais pequenos do mundo.

Anos de invenções

No ano de 1844, Antoine criou o Milionómetro – o primeiro instrumento capaz de medir o mícron (1 milionésimo de metro) – e com este instrumento Antoine LeCoultre estabeleceu o sistema métrico decimal como padrão para a indústria relojoeira. Em 1847, desenvolveu o “Keyless”, o primeiro sistema de corda através de uma coroa, tornando-se desnecessária a utilização de uma chave para a corda. Mas foi apenas no ano de 1866 que Antoine decidiu construir a sua primeira fábrica da relojoaria, pois, foi neste momento que conseguiu finalmente juntar todo o processo de criação de um relógio sob o mesmo teto.

O nascimento da marca

Em 1903, Jacques-David LeCoultre conhece Edmond Jaeger e os dois unem forças e conhecimento para criar a marca de relojoaria Jaeger-LeCoultre. Foi também neste ano que a empresa desenvolveu o mais fino movimento do mundo para um relógio de bolso – este apresentava apenas 1,38 mm de espessura. No ano de 1928, a Jaeger-LeCoultre apresentou o “movimento perpétuo virtual”, que foi aplicado no relógio de mesa Atmos. Esse movimento era um mecanismo que utilizava as mudanças climáticas para dar corda no relógio, sendo assim, a alteração de um grau na temperatura ambiente poderia manter o relógio em funcionamento durante vários dias. Como é praticamente impossível não haver nenhuma variação de temperatura, o relógio poderia funcionar eternamente. Este modelo tem sido construído pela empresa na íntegra desde o ano de 1936, e tornou-se o presente oficial do Governo Suíço.

Calibre 101 e Reverso: relógios que marcaram

No final da década de 20, mais precisamente no ano de 1929, a empresa criou o Calibre 101, que se tornou o movimento de relógio mecânico mais pequeno do mundo, com 98 peças na sua confeção, medindo cerca de 14x4,8x3,4 mm e ostentando um peso pluma de 1 grama. O valor deste modelo distinguiu-se de tal forma que, no ano de 1953, a rainha Elizabeth II utilizou um aquando da sua coroação. Um dos modelos mais populares e conhecidos já produzidos pela Jaeger-LeCoultre, foi o relógio Reverso, criado em 1931. Este modelo foi originalmente desenhado tendo em mente um público muito específico – os jogadores de pólo – e neste modelo a ideia era esconder o cristal do relógio, evitando-se qualquer tipo de acidente.

 

A consagração de uma marca

1937 tornou-se fundamental para a história desta empresa relojoeira, pois, foi neste ano que a marca Jaeger-LeCoultre tornou-se oficial. E a verdade é que, a partir deste momento, rapidamente a marca suíça se tornaria imbatível na história da medição do tempo. A década de 50 foi um marco para a Jaeger-LeCoultre, uma vez que foi nesta década que a empresa se notabilizou pelas suas diferentes criações. Em 1953, a Jaeger-LeCoultre apresentou o Futurematic, calibre 497 – o primeiro relógio de pulso que dispensava a coroa para a sua corda, apresentando antes um movimento automático. E em 1956, nascia o Memovox, calibre 815, este seria o primeiro relógio automático de pulso com a presença da função de alarme.

Em 1958, o ano do Cronómetro Geophysic, a empresa Jaeger-LeCoultre participou no Ano Geofísico Internacional e criou um modelo protegido contra campos magnéticos, resistente à água e a choques. Este modelo utiliza o calibre 478b, o que lhe deu grande prestígio na indústria relojoeira. O modelo serviu ainda de presente para os comandantes do Nautilus e do Skate, os primeiros submarinos atómicos que navegaram pelo Pólo Norte e, para esta ocasião específica, foi criado o Geophysic em ouro. Em 1962, este modelo passou pela sua primeira transformação e recebeu um mecanismo automático. A partir daí, o modelo foi rebatizado de Cronómetro Geomatic.

Na década de 60, outros fatos importantes marcaram a história da empresa Jaeger-LeCoultre. Em 1962, a empresa criou o calibre 838, o mais fino a ser equipado com um mecanismo antichoque. No ano de 1967, a empresa participou na criação do primeiro relógio de pulso a quartzo, o Beta 2.

Nos pulsos do mundo

A década de 80 na vida da Jaeger-LeCoultre ficou conhecida como a década do calibre a quartzo. Em 1981, o calibre 606 torna-se o mais fino da sua categoria. Em 1982, a empresa cria o calibre 601 com apenas 1,9 mm de espessura, tornando-se assim o mais fino do mundo. Porém, no ano seguinte, em 1982, a Jaeger-LeCoultre desenvolve o calibre 608, que supera a sua criação anterior e conquista o título de mais fino do mundo, com apenas 1,6 mm de espessura. Mesmo assim, a empresa não esqueceu a sua paixão pelos relógios mecânicos, criando o calibre automático de alta frequência 889. No ano de 1992, este movimento equipou o primeiro relógio que conseguiria superar um dos mais rigorosos testes da indústria relojoeira – o teste Master 1000 horas.

A década de 90 iniciou-se com a criação do calibre 929, equipado com 24 fusos horários, indicação de dia e noite, entre outros. Esse modelo, o Géographique, era um convite à viagem para quem tivesse o privilégio de o usar no pulso. Em 1994, a Jaeger-LeCoultre apresentou o Reverso Duo, calibre 854, que indica a hora local em uma face, enquanto na outra face está presente a hora de outro ponto do planeta. No ano de 2002, em comemoração do início da oitava década da sua criação, a empresa criou o Reverso Septantième, calibre 879, um modelo que passa a apresentar um novo ciclo na nova linha do Grande Reverso. A marca viria ainda a lançar a sua primeira coleção voltada exclusivamente para o público feminino – a Idéale.

Homenagem a Antoine LeCoultre

Em 2003, a empresa decidiu comemorar o 200º aniversário de nascimento do seu fundador, Antoine LeCoultre, através da criação do calibre 877 com uma reserva de marcha de 8 dias, duplo tambor e mostrador com grande data. Este modelo foi limitado à edição de 200 relógios exclusivos, com a sua assinatura na caixa e no movimento.

Jaeger-LeCoultre: velocidade furiosa

Em 2009, em conjunto com a empresa Aston Martin, a Jaeger-LeCoultre lançou o AMVOX2 DBS Transponder, o primeiro relógio com a capacidade de travar e destravar as portas de um carro, graças a um pequeno toque no vidro de cristal de safira do seu mostrador. Para este lançamento, foram necessários 18 meses de pesquisas e testes entre as duas empresas. Com o objetivo de fazer sempre mais e melhor, a relojoaria suíça Jaeger-LeCoultre voltou a investir fortemente e lançou o Hybris Mechanicha Grande Sonnerie. Um dos modelos mais caros da alta relojoaria, esse relógio demorou cerca de 4 anos a ser desenvolvido e conta com alguns dos mecanismos de complicação mais avançados do mundo. Apesar do seu preço astronómico de US$ 3 milhões, a verdade é que existe lista de espera para este relógio. A exclusividade desta marca faz com que a Jaeger-LeCoultre possua uma pequena rede de boutiques, com apenas 28 unidades espalhadas por todo o mundo.

Rumo ao futuro

Mesmo estando presente na liderança da história da relojoaria, a Jaeger-LeCoultre continua a fabricar os seus relógios, coleções limitadíssimas com estruturas complexas e mecanismos super avançados, na sua própria sede, onde controla todo o processo desde a criação até à conclusão do relógio. A sua busca contínua pelo cuidado em desenvolver e fabricar os melhores sistemas de medição de tempo ao longo de mais de 200 anos, fizeram com que a empresa conquistasse a simpatia de milhares de pessoas, incluindo grandes personalidades mundiais, como por exemplo, os desportistas Tiger Woods ou Michael Schumacher. A Jaeger-LeCoultre é atualmente detentora de várias patentes, tornando-a uma das principais e mais consagradas marcas da relojoaria suíça.

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