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Relógios Breitling: uma história com asas

História
Relógio Breitling
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A produzir relógios exclusivamente masculinos desde 1884, o emblema da Breitling – um par de asas e uma âncora – revela, na perfeição, quem são alguns dos seus mais fiéis seguidores: os pilotos de todo o mundo.

Corria o ano de 1884 quando León Breitling abre, na Suíça, uma pequena oficina especializada no fabrico de cronógrafos e medidores de precisão para fins científicos e industriais. Um crescimento rápido e sustentado leva León Breitling a transferir a sua empresa da pequena localidade de St. Imier para o centro da relojoaria suíça da altura, La Chaux-de-Fonds.

Quando a aviação começa a despertar curiosidades a uma escala mundial, Gaston Breitling assume a gestão da empresa após a morte do seu pai em 1914. Logo no ano seguinte, Gaston Breitling cria o primeiro cronógrafo com pulseira, equipando milhares de pilotos com o seu primeiro instrumento de aviação de pulso. Em 1923, a Breitling apresenta o primeiro cronógrafo com pistão independente e observa com espanto e admiração o desenvolvimento da aviação, nomeadamente a travessia do Atlântico realizada por Charles Lindbergh.

Com a morte de Gaston Breitling em 1932, o seu filho, Willy, segue-lhe as pisadas. Em 1934, a Breitling introduz uma importante inovação que atribuiu ao cronógrafo a sua actual configuração – um segundo botão de reinício que permite a medição sucessiva de vários espaços de tempo curtos. Depois de Amelia Earhart ter atravessado o Pacífico a solo em 1935, a aviação atinge o auge da sua popularidade e, no ano seguinte, a Breitling torna-se fornecedora oficial da Royal Air Force.

Em 1942, a Breitling dá mais um passo qualitativo com a produção do modelo “Chronomat”, o primeiro cronógrafo equipado com régua de cálculo circular. É também neste ano que a empresa inicia a sua parceria com as Forças Armadas dos Estados Unidos da América.

No ano em que se inaugura a era dos jactos (1952), com um voo regular Londres-Joanesburgo, a Breitling apresenta o “Navitimer” e o modelo depressa atinge o estatuto de lenda. Foi uma sensação entre os profissionais de aviação da época, que passaram a ter no pulso um relógio que permitia a realização de todos os cálculos necessários à navegação aérea. Na década de 50, a Breitling também já fornecia os indicadores de bordo às principais linhas aéreas.

Em 1962, o astronauta Scott Carpenter parte para uma viagem orbital a bordo da Cápsula Aurora 7 com um cronógrafo “Cosmonaute” no pulso, inaugurando assim mais uma novidade da Breitling – um relógio com 24 em vez de 12 horas no mostrador – e um modelo que passou a ser produzido para a gama “Navitimer”.

Em 1969, ano em que o supersónico franco-britânico Concorde descola pela primeira vez, a Breitling desenvolve, juntamente com a Büren e a Heuer-Leonidas, um cronógrafo com movimento de corda automático – um avanço técnico de grande relevo para a indústria de relojoaria suíça. Em 1979, Willy Breitling vende a marca a Ernest Schneider – um fabricante de relógios, piloto e especialista em microelectrónica.

Num esforço conjunto com a Força Aérea Italiana, a Breitling cria, em 1984, o cronógrafo mecânico “Chronomat” que se torna um dos modelos mais populares de sempre, graças à sua caixa majestosa e régua de cálculo giratória. Em 1985, a Breitling apresenta mais um bestseller – pioneiro na sua época, o “Aerospace”, produzido em titânio, seduz por ser um cronógrafo electrónico multifuncional.

Uma década depois, a Breitling volta a surpreender com o lançamento do “Emergency”, um relógio multifuncional com um micro-emissor de socorro que funciona na frequência de emergência da aviação – a 121,5 MHz. Segundo reza a história, dois pilotos britânicos – Steve Brooks e Hugh Quentin-Smith – foram resgatados graças aos seus relógios Breitling Emergency depois de o seu helicóptero se ter despenhado na Antárctica. Não precisa de ser um piloto para adquirir este relógio, mas terá de assinar um termo de responsabilidade para não accionar o dispositivo de emergência numa situação que não é urgente.

Em 1998, a Breitling lança o modelo B-1, o cronógrafo multi-funções mais completo que a marca suíça alguma vez produziu, nomeadamente devido ao micro-processador embutido. Em 2001 é feito um novo avanço com a introdução do “Super Quartz” no processo de produção, que permite movimentos dez vezes mais rápidos do que os quartzos normais. Com este feito, a Breitling impõe-se enquanto marca de referência, sendo a única cujos movimentos electrónicos conseguem cumprir com as exigências do Controlo Oficial Suíço de Cronómetros.

Entre 2001 e 2003, a Breitling foi patrocinador oficial da Equipa Bentley no circuito 24 Horas de Le Mans, tendo criado, em sequência desta parceria, um relógio de edição limitada – o Breitling Bentley 24 Le Mans.

As suas quatro colecções – Windrider, Professional, Aeromarine e Navitimer – disponibilizam uma vasta gama de modelos que são o expoente máximo da funcionalidade e do rigor. Estes “instrumentos para profissionais”, como são caracterizadas no slogan da marca Breitling, podem custar entre €700 e €14,000.

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