Está aqui

Relógios IWC

História
Relógios IWC

Probus Scafusia” é o lema que desde 1903 rege a IWC, International Watch Company. Significa “qualidade de topo no engenho artesanal”, remete para a nacionalidade da marca, e traduz na perfeição toda a essência dos relógios IWC.

A International Watch Company tem sido, desde a sua criação, uma das principais marcas de relógios do mundo, com uma qualidade e dedicação raras. As origens remontam a 1868, quando o norte-americano F. A. Jones abriu uma fábrica em Schaffhausen, no Este da Suíça. Aliando o empreendedorismo americano à perícia suíça, cedo a IWC se demarcou pela superioridade dos seus relógios, respondendo às necessidades do mercado com um toque de classe perfeccionista.

Ao longo do seu século e meio de vida sempre soube resistir às dificuldades – que incluíram um bombardeamento acidental durante a Segunda Guerra Mundial sobretudo na década de 70, com o aparecimento e generalização dos relógios de quartzo. Hoje em dia é a única relojoaria que sobreviveu no Este suíço, onde mantém a fábrica na cidade de Schaffhausen (outras marcas de topo estão concentradas no Oeste francófono). Pertence ao grupo Richemond desde 2000, que integra outras marcas de topo como a Montblanc, Jaegar-LeCoultre, Cartier e a Van Cleef & Arpels.

A IWC sempre lidou com cada relógio seu como se de uma peça única se tratasse. Uma evidência deste cuidado é o facto de manter registos de todos os relógios que produziu desde 1885, sendo possível a um proprietário solicitar todo o percurso que o seu modelo percorreu ao longo da sua vida, uma curiosidade especialmente atractiva para modelos antigos. Adicionalmente, a International Watch Company garante a capacidade de reparar qualquer modelo jamais produzido. Por outras palavras, quer o seu relógio seja datado de 2008 ou de 1868, a IWC tem peritos, maquinaria e peças para o reparar!

Presentemente conta com seis colecções, todas elas criadas há décadas atrás, e que são também o símbolo da continuidade do legado dos relógios IWC. Em cada uma delas existem ainda edições especiais e limitadas, por vezes associadas a personalidades (como o “Ingenieur ed. Zinedine Zidane”, o “Da Vinci Edition Laureus” ou as edições “Aquatimer Boesch “e “Cousteau”), assim como relógios extra-colecção como o impressionante “Grande Complication”, com 21 “complicações”.

A colecção Da Vinci é a mais recente (1985), e é também a mais avançada, um verdadeiro topo de gama. Tal como o génio cujo nome adopta, os relógios desta colecção constituíram também uma revolução criativa, nomeadamente no que diz respeito aos calendários perpétuos. Mecanicamente programados até 2500 e capazes de identificar os anos bissextos, apresentam um calendário completo com dia, mês, ano, século e ainda fases da lua. Considera-se que a perfeição deste relógio veio reacender o interesse neste tipo de “complicações”.

A IWC Portofino é a colecção mais simples, clássica e elegante. Apresenta três modelos: o “automatic”, o modelo base da colecção; o “chronograph”, que acrescenta o cronógrafo ao modelo anterior; e o “mid-size”, igual em tudo ao “automatic” mas com um diâmetro inferior (34mm, contra 39mm).

O IWC Ingenieur foi lançado em 1955, na altura o primeiro relógio automático com uma forte protecção anti-magnética. Esta colecção foi um verdadeiro símbolo de avanço tecnológico, de vontade em perseguir o progresso, e o público respondeu: foi um enorme sucesso. O Ingenieur foi relançado em 2005 numa parceria com a germânica Mercedes AMG, aquando da comemoração dos 50 anos de vida desta colecção, e mantém ainda hoje o espírito dos primeiros modelos.

Em 1967 a IWC lançava o primeiro relógio especialmente vocacionado para o mergulhador. O Aquatimer foi particularmente concebido para funcionar nas mais difíceis condições, mantendo a mesma precisão que as restantes colecções tornaram célebres. A colecção foi relançada em 2004, associada à Cousteau Society, e hoje em dia conta com modelos que resistem em profundidades até 2000 metros. É também a colecção com uma estética mais moderna e desportiva.

A colecção Pilot’s Watch remonta a 1936, quando a IWC lançou o Mark IX, o seu primeiro relógio direccionado para pilotos ou passageiros aéreos frequentes. Especialmente adaptados às difíceis condições da aviação, marcaram uma relação entre a International Watch Company e o meio aéreo, que sempre se manteve. Hoje existem duas sub-colecções Pilot’s Watch: a Classic e Spitfire, com discrepâncias subtis entre elas mas que poderão fazer a diferença para um conhecedor.

Por fim, temos aquela que é uma das colecções mais divulgadas e apreciadas. O Portuguese é dos modelos mais clássicos da IWC, que simboliza o legado da marca e os primeiros passos dados na concepção de relógios de pulso. Os primeiros modelos foram produzidos nos anos 30 a pedido de comerciantes portugueses, que exigiam um relógio de grandes dimensões e de enorme precisão. O Portuguese satisfez plenamente esse desejo, com a particularidade adicional de se basear no funcionamento dos relógios de bolso.

Independentemente da colecção, os relógios IWC são um símbolo de técnica, sabedoria e perfeição. Uma perfeição que tem o seu custo: o preço médio de um IWC ronda os €10,000, ainda que seja possível adquirir um a partir de €2,300 (um dos IWC Portofino). Mas se preferir ir directamente ao topo, pode optar pelo já referido IWC Da Vinci por €40,000, ou mesmo pelo IWC Grande Complication, que pode chegar aos €160,000. Isto, é claro, se conseguir... porque só são produzidos 50 exemplares por ano, e a lista de espera não é pequena!

Marca: 
A sua votação: 
Média: 4.7 (58 votos)