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Relógios Patek Phillipe: uma história de perfeição suíça

História
Relógio Patek Phillipe

A Patek Phillipe é uma das mais famosas e conceituadas marcas de relógios do mundo, e, simultaneamente, é também considerada pelos peritos como o melhor fabricante. Se por um lado essa questão é sempre subjectiva, por outro, é um facto que os relógios mais caros do mundo são todos desta marca, e ao longo dos seus mais de 160 anos de história tem pautado sempre pela inovação e pela qualidade.

As suas origens remontam a 1839, quando o polaco Antoni Patek se estabelece em Genebra e entra no mundo da relojoaria com o seu conterrâneo Fraciszek Czapek. Cinco anos mais tarde viriam a separar-se, mas pouco depois Patek junta-se ao francês Adrien Phillipe, dando origem ao nome e à empresa que ainda hoje se mantêm.

Durante quase um século a empresa manteve-se na posse dos fundadores ou dos seus descendentes, até que em 1932 os irmãos Charles e Jean Stern adquiriram a totalidade das acções, tornando-se únicos proprietários da Patek Philipe & Cie. Desde então a empresa tem-se mantido na propriedade dessa família, que vai já na quarta geração.

A Patek Philippe foi sempre pioneira nas grandes inovações tecnológicas da relojoaria. Desde a sua criação, e em grande parte pela mão dos próprios fundadores, são incontáveis as invenções e os contributos que a marca forneceu. Muitas das funções comuns que hoje em dia qualquer relógio incorpora, ou pelo menos a sua aplicação a relógios de pulso, partiram das mentes criativas de Patek e Philippe. Alguns exemplos são o calendário perpétuo, o cronógrafo, o duplo cronógrafo (a função “split second”) ou o aviso sonoro em relógios de pulso.

Mas inovar por si só nada significaria se isso não fosse sinónimo de qualidade, e é esse o derradeiro trunfo da Patek Philippe. A título de exemplo, enquanto muitas das marcas de referência compram os micro-componentes para os seus relógios a especialistas externos, na Patek Philippe isso não acontece. Um relógio desta marca é 100% fabricado nas suas instalações, com um rigor ímpar e um cuidado sem igual.

Uma presença constante nas competições do Observatório de Genebra (a grande autoridade mundial de relojoaria), entre 1900 e 1967 venceu mais de 750 prémios, incluindo 187 primeiros lugares. A apreciação da qualidade destes relógios é quase unânime, e prova disso são os clientes que tem: a Rainha Vitória de Inglaterra foi uma das primeiras clientes de referência e, desde então, vários outros ilustres monarcas, presidentes, papas e magnatas os têm ostentado nos respectivos pulsos.

Recentemente, a Patek Philippe inaugurou também um museu que, mais do que apresentar o longo e rico historial da marca, é um verdadeiro museu da relojoaria em geral. Criado em 2001 em Genebra, o Museu Patek Philippe alberga cerca de cinco séculos de história e evolução dos relógios, com exemplares únicos e valiosíssimos: é lá que está o relógio mais caro do mundo, o Supercomplication de 1933. A sua colecção de relógios antigos, aliada à colecção de relógios históricos da própria marca, faz dele a principal referência museológica do mundo da relojoaria.

Apesar de ter colecções regulares, algumas delas já com várias décadas de existência, a Patek Philippe destaca-se sobretudo pelas peças únicas de colecção, muitas vezes feitas por encomenda. Talvez por isso, e porque as edições normais são sempre extremamente reduzidas, o grosso do comércio dos relógios desta marca realiza-se em leilões da especialidade, com preços que normalmente ultrapassam as várias centenas de milhares de dólares, e não raras vezes chegam mesmo aos sete dígitos.

Ainda assim, existem também as habituais colecções, por entre as quais se destaca a Nautilus, Aquanaut, Gondolo e Calatrava.

Esta última, que vai buscar o nome ao próprio símbolo da marca (a cruz de calatrava) é a mais conhecida e também a mais simples, cujos modelos têm apenas, no máximo, um calendário básico. São também os relógios mais “baratos” da marca: os preços médios desta colecção rondam os 11.000€.

Por entre as restantes colecções as ofertas variam imenso, sobretudo no que diz respeito às famosas “complicações” que a Patek Philippe disponibiliza.

A respeito desta marca, veja também o artigo sobre os 10 relógios mais caros do mundo, que, sem surpresas, são todos da Patek Philippe!

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