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Relógios Rado: o poder do design

História

Os relógios Rado são, numa palavra, a excepção. Enquanto a relojoaria suíça se caracteriza por relógios imponentes, dotados de complexos movimentos automáticos e variadas complicações, os relógios Rado são o exacto oposto: sem complicações, extremamente básicos nas funcionalidades, e simples movimentos de quartzo. Mas, ao mesmo tempo, são também donos de um design belo e poderoso.

A Rado surgiu na Suíça, em 1917, como uma empresa especializada na criação de movimentos e de componentes para relógios, um pouco à semelhança da ETA S.A. Contudo, em 1957 decidiu avançar para a sua própria linha de relógios, apostando numa área que a concorrência tem historicamente negligenciado: o aspecto físico. Independentemente da inegável beleza dos modelos da alta-relojoaria, é uma verdade que o design não é uma aposta forte, preferindo as grandes casas manter-se por linhas mais tradicionais e moderadas – de facto, “tradição” é sem dúvida a palavra-chave desses mestres da relojoaria.

Desta forma, a Rado aposta num look avançado, uma linha algo agressiva e inovadora no que diz respeito aos traços dos seus modelos e sobretudo se tivermos em conta o contexto geográfico em que se insere. E a verdade é que a história tem confirmado tratar-se de uma aposta ganha, com esta marca a ser hoje uma das principais referências no design de relógios. Prova disso são os inúmeros prémios que todas as colecções têm conquistado sucessivamente.

Os relógios Rado têm também sido pioneiros na utilização de material especialmente vocacionado para o visual dos seus modelos, como é o caso do uso de cristal safira: em 1962 era lançado o Rado Diastar Original, o primeiro relógio à prova de risco, e que serviu de inspiração a milhares de outros modelos de todo o tipo de marcas. A Rado foi também a primeira a aproveitar ao máximo a potencialidade da cerâmica, naquela que é hoje uma das principais características da marca.

Parte do Grupo Swatch desde 1983, a Rado conta com apenas 300 colaboradores, e está disponível nos cinco continentes em mais de 6 mil postos de venda. Contudo, e também devido ao valor médio dos seus modelos, este elevado número não significa que qualquer relojoaria os tenha. Mesmo não parecendo, a Rado é selectiva na escolha da sua rede de distribuição, e à semelhança de outras grandes marcas, não vende pela Internet. Por isso, se encontrar um Rado a um preço chamativo num qualquer website, questione a sua autenticidade.

Em relação à oferta actual, a Rado tem 10 colecções, sendo o traço comum à maioria delas o uso da cor preta que, aliada à cerâmica, fornece um brilho cativante e belo.

A maioria dos modelos baseia-se em movimentos de quartzo, mas existem também opções automáticas, como o Rado Original, que tem um design mais tradicional. De aspecto desportivo, vem equipado com cronógrafo e pulseira em aço. Tal como a Rado é a excepção em relação à relojoaria suíça, também esta colecção o é em relação à restante oferta.

Uma das colecções que merece também destaque é a Rado Sintra, talvez inspirada pela mítica (e mística) serra portuguesa, surge com uma versão ornamentada com duas fileiras de 26 diamantes cada. A aposta nos diamantes é mesmo uma constante, existindo sempre alguns modelos nas diversas colecções com essa opção.

As restantes colecções são a Ceramica, Integral, True, eSenza, Coupole, Anatom, Joaillerie, todas elas dentro do mesmo espírito, variando sobretudo o design de cada modelo.

O valor da generalidade dos relógios Rado oscila entre os €875 | R$2200 e os €2200 | R$5550. Isto, é claro, se não optar pelos referidos modelos decorados com diamantes…

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