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Conjunto Meteoris de Louis Moinet: quatro relógios e um planetário

Notícia
Planetário Louis Moinet

É um dos conjuntos mais admiráveis do ano – certamente também o mais caro. Foi criado por Louis Moinet e orgulhosamente apresentado em Fevereiro, e trata-se do conjunto Meteoris, composto por quatro relógios únicos e um grande planetário.

O fascínio de Louis Moinet pela astronomia não é novo (lembra-se do Jules Verne Instrument?), e é agora levado ao extremo com este incrível e impressionante conjunto. A colecção, se assim pode ser apelidada, é composta por quatro relógios únicos – existe e existirá apenas um exemplar de cada. Estes relógios são tecnicamente iguais e distinguem-se apenas pelo mostrador: cada um é feito com autêntica pedra de um meteorito diferente. A unir estes quatro exemplares, está um planetário de grandes dimensões, completamente funcional, e que serve também de expositor.

Comecemos precisamente pelo planetário. Com o Sol ao centro, exibe os planetas do Sistema Solar – incluindo o renegado Plutão, que pode ter perdido o estatuto de “planeta”, mas que permanece ainda nos corações de muitos astrónomos .Com 1,5 metros de altura, 0,91 de diâmetro e com um peso de 100 quilogramas, é uma autêntica peça de museu. Tem um funcionamento totalmente mecânico e em tempo real. Como observar os planetas em movimento pode demorar algum tempo, este planetário tem um mecanismo que permite acelerar o movimento dos astros, para que possa realmente ser visto em funcionamento. Na base dos planetas estão listados os 12 signos do zodíaco, podendo assim identificar-se facilmente a altura do ano em que se encontra o nosso planeta – o único que tem direito à representação do seu satélite.

Na base  de todo o mecanismo encontram-se os expositores para os quatro relógios. Essencialmente iguais, tratam-se de movimentos manufacturados de corda manual, com uma frequência de 21,600 variações horárias, inspirados nos esboços que o próprio Louis Moinet fez e publicou no seu Tratado de Relojoaria, em 1848. Com turbilhão às 6 horas e horas e minutos centrais, é ainda visível a mola principal às 12 horas, que permite desta forma verificar o estado da carga, que atinge no máximo as 72 horas. A caixa destes relógios, com 47 milímetros de diâmetro, foi inteiramente criada pela Louis Moinet, e só ela engloba 50 peças.

Às 3 e 9 horas é então visível o mostrador, feito em cada um destes relógios com verdadeiros meteoritos. Poderá também reparar em dois símbolos colocados às 12 horas, que simbolizam também a origem ou uma das características de cada relógio.

O primeiro destes relógios é o Meteoris Mars. Como o nome indica, é feito com um meteorito proveniente de Marte, lançado do planeta vermelho por intermédio de um impacto maior, vindo a despenhar-se na terra e descoberto em 2008 no Omã. Esta é a primeira vez que um meteorito de Marte é usado em relojoaria! A caixa deste relógio é feita em ouro branco e está embelezada com um total de 56 diamantes.

O segundo exemplar tem a caixa em ouro rosa e chama-se Meteoris Rosetta Stone. Não, não é feito com um excerto da Pedra de Roseta que permitiu decifrar os hieróglifos egípcios, mas sim parte de um meteorito que desempenhou funções equivalentes para a astronomia. O verdadeiro nome do meteorito é “Sahara 99555”, tem origem em Mercúrio e trata-se da pedra mais antiga do universo, mais antiga que qualquer pedra terrestre (por entre as que foram descobertas até ao momento, claro). A sua idade, com uma margem de erro de 100 mil anos, é de 4,566,200,000 anos!

O Meteoris Asteroid tem origem num asteróide misterioso, possivelmente perto do Sol, e é uma pedra única, não tendo ainda sido descoberto como foi formada. A sua origem e características únicas providenciaram informações valiosíssimas de partes do Sistema Solar que não foi ainda possível sondar. Tal como o relógio “Marte”, tem também caixa em ouro branco e diamantes, totalizando 3,46 quilates.

O último exemplar retoma uma paixão antiga, com um pedaço de meteorito lunar. O Meteoris Moon é o primeiro relógio com turbilhão a incorporar um pedaço da lua. Com caixa em ouro branco, tem origem no meteorito “Dhofar 459”, descoberto em 2001 no Omã.

Cada um dos relógios é acompanhado de uma autenticação da veracidade, idade e origem do meteorito que incorpora, passados por instituições tão credíveis como é a Universidade da Califórnia (UCLA), do Arizona, a Academia de Ciências Russa e o Instituto Planetário de Munique. Disponível apenas no conjunto (planetário e os quatro relógios), tem um preço de, prepare-se, 4,9 milhões de dólares (algo na ordem dos 3,85 milhões de euros ou 8,65 milhões de reais)!

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