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Grönefeld One Hertz 1912 – o regresso dos segundos ‘deadbeat’

Notícia
Relógio Grönefeld One Hertz 1912

Provenientes de uma família de relojoeiros, os irmãos Tim e Bart Grönefeld regressaram ao passado e trouxeram consigo uma das mais difíceis e interessantes complicações: os segundos ‘deadbeat’.  O relógio One Hertz 1912 presta homenagem não só à função, mas também ao legado que o seu apelido carrega.

A magia do segundo relógio lançado sob a chancela Grönefeld reside totalmente nesta complicação, cuja concretização fazem dele uma estreia de sempre: é o primeiro e (para já) único relógio com segundos ‘deadbeat’ independentes. 

Os segundos ‘deadbeat’ consistem numa complicação técnica cujo efeito se traduz no movimento do ponteiro dos segundos. A natureza de um movimento mecânico faz com que os ponteiros dos segundos deste tipo de relógios tenha um movimento fluído e contínuo, deslizando suavemente pelo mostrador. A função ‘deadbeat’ altera este movimento, de forma a que o ponteiro dos segundos já não deslize, mas se desloque através de pequenos passos, avançado de segundo em segundo isoladamente e não de forma contínua.

Mas consegui-lo num relógio mecânico… não estará ao alcance de qualquer um. Apenas um grande mestre da relojoaria será capaz de o conseguir, exigindo enorme perícia  e conhecimento. O grande interesse nesta complicação reside portanto não na sua utilidade ou funcionalidade, mas antes no que ela implica. Adicionalmente, o advento do quartzo relegou esta função para o esquecimento – nesse tipo de movimentos, este funcionamento do ponteiro dos segundos é não só simples de conseguir, como até o mais comum. Hoje em dia são raros os relógios com esta função, e motivo de grande interesse quando surge (como foi o caso do Dead Beat Tourbillon, criado pela Arnold & Son).

No One Hertz 1912, os segundos ‘deadbeat’ surgem ainda num formato até agora nunca concretizado: em mostrador próprio. As horas e minutos são relegadas para um mostrador menor localizado às duas horas, deixando o mostrador independente de segundos recolher toda a atenção – e com justiça.

O mostrador completa-se com dois outros indicadores: às 12 horas, a reserva de marcha do movimento manual inteiramente desenvolvido pelos irmãos, que atinge, na carga máxima, as 60 horas; e às 3 horas, um indicador que permite identificar a configuração da coroa: “S”, para “setting” (posição para ajustar as horas) e “W”, para “winding” (posição para carregar o movimento). Ao contrário do que é habitual, para alternar entre as duas posições basta pressionar a coroa, em vez de a puxar.

A caixa e o mostrador são feitos em aço inoxidável, com acabamentos de luxo facilmente observáveis. Com 43,5 milímetros de diâmetro e 12,5 de altura, apenas serão feitos 12 exemplares deste relógio.

Holandeses de origem mas suíços no treino, os irmãos Grönefeld provaram novamente estar à altura do desafio, depois da sua anterior criação lançada em 2008 e igualmente espantosa em termos técnicos, o relógio GTM-06, equipado com turbilhão e repetição de minutos. Ao mesmo tempo, provaram também estar à altura do legado que acarretam. O seu atelier é o mesmo que usou Johan Grönefeld, avô de Tim e Bart, e a quem é prestada homenagem na denominação deste relógio: foi em 1912 que Johan se tornou mestre relojoeiro.

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